'Eu, um negro' e 'Mestres Loucos' abrem Mostra do Cineclube Vila das Artes

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'Eu, um negro' e 'Mestres Loucos' abrem Mostra do Cineclube Vila das Artes

Serão 14 encontros e mais de 20 filmes que traçam um recorte da estética documental na segunda metade do século XX.



O Cinema documental é mote do Cineclube Vila das Artes que apresenta a partir desta quarta-feira (18) a Mostra Documentário: desvio e descoberta. Mais que uma simples exposição temática, o que a mostra propõe é um espaço de debate e de formação do olhar. Serão 14 encontros e mais de 20 filmes que traçam um recorte da estética documental na segunda metade do século XX. A ideia é apresentar obras cinematográficas de diferentes diretores, inclusive filmes raros ou poucos vistos, que permitirá mapear as diferenças de abordagem, os distintos procedimentos estéticos, éticos e políticos envolvidos no fazer-pensar documental. As sessões acontecerão às quartas-feiras, a partir das 17h, e serão seguidas de debates com participação de dois convidados por sessão: um professor ou realizador da Vila das Artes e pesquisadores e estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC). A mostra é aberta ao público e tem entrada gratuita. A curadoria foi de Osmar Gonçalves (professor do curso de Cinema e Audiovisual da UFC e parceiro na coordenação do projeto de extensão do Curso de Realização em Audiovisual da Vila das Artes,) e Victor Furtado (realizador e ex-aluno do Curso de Realização). A Vila das Artes é equipamento da Prefeitura Municipal de Fortaleza, vinculado á Secretaria de Cultura, espaço de formação em artes e fica na Rua 24 de Maio, 1221, Centro. Informações pelo 3252-1444. Maio Dia 18 “Eu, um negro”, de Jean Rouch (França | 1958) O que interessa para mim é a introdução do imaginário, do irreal. “Usar o filme para contar aquilo que apenas pode ser contado em forma de filme." (Jean Rouch) “Mestres Loucos”, de Jean Rouch (França | 1955) Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerienses reunidos em Accra, se encontram à ocasião de sua grande cerimônia anual. Dia 25 “Belarmino”, de Fernando Lopes (Portugal | 1964) A existência marginária e popular de Belarmino Fragoso – engraxador, colorista de fotografias – antigo campeão de boxe, através dum ‘questionário psicológico’, que logo salta para o universo social e urbano onde se inscreve Junho Dia 1º “Sem Sol”, de Chris Marker (França | 1984) Uma mulher desconhecida lê e comenta as cartas que recebe de um amigo fotógrafo que percorre o mundo e faz reflexões sobre tempo e memória expressas em palavras e imagens de lugares como Japão e África, dois pólos extremos da sobrevivência.

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