Mostra Harun Farocki exibe sete filmes de cineasta alemão contemporâneo

Centro Cultural BNB COMENTÁRIOS

Mostra Harun Farocki exibe sete filmes de cineasta alemão contemporâneo no CCBNB-Fortaleza

O evento acontecerá de 23 a 25 deste mês, no horário de 18h30 às 22h, e no dia 26, de 16h às 17h30, no auditório do CCBNB-Fortaleza.



A Casa de Cultura Alemã da Universidade Federal do Ceará (CCA/UFC), o Curso de Cinema e Audiovisual (ICA|UFC) e o Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza, em parceria com o Instituto Goethe, realizam a mostra de cinema Harun Farocki.

Com entrada franca, a mostra foi idealizada e será realizada tendo à frente as professoras doutoras Walmeri Ribeiro (ICA/UFC) e Ute Hermanns (CCA/UFC). O evento acontecerá de 23 a 25 deste mês, no horário de 18h30 às 22h, e no dia 26, de 16h às 17h30, no auditório do CCBNB-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – 3º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108). Inscrições podem ser solicitadas pelo e-mail cca@ufc.br. Aos participantes, será emitido certificado de 12 horas-aula.

Harun Farocki é um dos mais importantes cineastas do cinema contemporâneo alemão. Seus filmes questionam, indagam e se lançam sobre temas aparentemente marginalizados, retratando o cotidiano e o pensamento do cidadão do século XXI. Como documentarista, Farocki atribui ao cinema um trabalho de coleção, sistematização e conexão.

A Mostra Harun Farocki dá prosseguimento à proposta de apresentar diretores alemães contemporâneos e suas obras a estudantes e cinéfilos de Fortaleza.

Trajetória de Harun Farocki

Nascido 1944, em Nový Jicin (Neutitschein), situado na parte alemã, naquela época, anexada a Czecheslováquia. De 1966 a 1968, cursou a Deutsche Film- und Fernsehakademie Berlin (Academia Alemã de Cinema e Televisão em Berlim (Ocidental)).

Entre 1974 e 1984, trabalhou como Autor e redator da revista Filmkritik, (Crítica de Cinema) em Munique. De 1993 a 1999, foi professor visitante da University of California, em Berkeley, EUA. Desde 1966 realizou mais de 100 produções para televisão e cinema: Cinema infantil, filmes documentários, filmes, ensaio, ficções. A partir de 1996, realizou várias exposições coletivas e individuais em museus e galerias. Em 2007, participou com Deep Play da documenta 12. Desde 2006 é professor catedrático da Akademie für Bildende Künste (Academia das Artes Visuais) em Viena, Áustria.

Conheça a seguir a programação da mostra de cinema Harun Farocki, como também dos debates que haverão após as exibições dos filmes:

4ª-feira, dia 23/11/2011, 18h30 às 22h

Debatedores: Walmeri Ribeiro, ICA-UFC; Ute Hermanns, CCA-UFC; e Diego Hoefel.

Operários ao sair da fábrica

(Arbeiter verlassen die Fabrik)

Direção: Harun Farocki, 36 min., col. e p/b, 1995

Partindo de um dos primeiros filmes dos irmãos Lumière, Farocki faz a montagem de cenas de 100 anos da história do cinema, que incluem variações do motivo “Operários ao sair da fábrica“. Farocki extrai das imagens reflexões sobre a iconografia e a economia da sociedade de trabalho, mas também sobre o próprio cinema, que vai buscar os espectadores ao portão da fábrica e os rapta para o espaço privado

Imagens da prisão

(Gefängnisbilder)

Direção: Harun Farocki, 60 min., col. e p/b, 2000

Que imagem se tem dado às prisões, ao longo dos 100 anos do cinema? Que imagens é que a própria prisão produz, através das câmaras de observação e dos videos para formação dos funcionários? No filme de Farocki, o estabelecimento penal aparece como laboratório antropológico, onde, através do olho da câmara de filmar, é estudada a morte e a vida.

5ª feira, 24/11/2011, 18h30 às 22h

Debatedor: Marcelo Ikeda - ICA/UFC

Fogo que não se apaga

(Nicht löschbares Feuer)

Direção: Harun Farocki, 25 min., p/b, 1969

Primeiro filme do realizador Farocki fora da Academia de Cinema, faz a ligação entre o aspecto didático e a agitação política, através de uma rígida escassez de meios cinematográficos. Contra o voyerismo das reportagens da guerra do Vietnam, Farocki aposta numa elaboração pedagógica: partindo de uma reconstrução-modelo da bomba de napalm, segue-se um apelo lúdico à resistência.

Como se vê

(Wie man sieht)

Direção: Harun Farocki, 72 min., p/b e col., 1986

Produção civil e militar: o tanque tem origem numa alfaia agrícola, a metralhadora é baseada num princípio idêntico ao de um motor de combustão. Farocki mostra-nos a história da técnica como uma sequência de fases de automatização, nas quais a mão humana vai sendo posta de parte pela capacidade de cálculo do computador.

6ª-feira, dia 25/11/2011, 18h30, às 22h

Debatedor: Yuri Firmeza – ICA/UFC

Imagens do mundo e Epitáfios da Guerra

(Bilder der Welt und Inschrift des Krieges)

Direção: Harun Farocki, colorido, 75 min., 1988

Um ensaio registrado com a câmera sobre a conexão existente entre percepção e produção industrial. O filme se concentra na fotografia e na utilização das imagens, bem como na questão referente à influência da guerra na realidade reproduzida. Em 1944, pilotos americanos fizeram fotos aéreas das fábricas de Buna, sem se dar conta de que também fotografavam o campo de concentração de Auschwitz. Essas fotos só foram corretamente analisadas em 1977.

Reconhecer e perseguir

(Erkennen und verfolgen)

Direção: Harun Farocki, 58 min., col. e p/b, 2003

As imagens captadas por projéteis de mísseis americanos são conhecidas, mundialmente, desde a primeira guerra do Iraque, em 1991. Elas serviam para demonstrar superioridade técnica. Para Farocki, estas filmagens são exemplos de um novo tipo de imagem. Os sistemas GPS, as armas inteligentes, o tratamento industrial de peças em bruto: todas estas estão baseadas em processos calculáveis, nos quais as imagens são reduzidas a algoritmos e operações técnicas.

Sábado, dia 26/11/2011, de 16h às 17h30

Debatedor: Osmar Gonçalves dos Reis Filho – ICA/UFC

Videograma de uma revolução

(Videogramme einer Revolution)

Direção: Harun Farocki, 106 min., col. e p/b, 1992

Para “Videograma de uma revolução”, o realizador Farocki e o seu co-autor Andrej Ijica fizeram a recolha de filmes amadores e de emissões da televisão estatal romena, depois da sua ocupação por manifestantes, em dezembro de 1989. São as imagens e o som da primeira revolução histórica, na qual a televisão desempenhou um papel fundamental. O protagonista é a própria história contemporânea.

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