Rasga Coração chega a Fortaleza

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Rasga Coração chega a Fortaleza

A montagem de RASGA CORAÇÃO dirigida por Dudu Sandroni, arrebatando crítica e público



Depois do sucesso por cidades do Rio de Janeiro e São Paulo em 2007 e 2008, montagem de Rasga Coração, última peça de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de Dudu Sandroni, chega a Fortaleza, de 11 a 13 de dezembro, com patrocínio da Petrobras. O TEXTO Em março de 2007 estreou no Rio a montagem de RASGA CORAÇÃO dirigida por Dudu Sandroni, arrebatando crítica e público, indo depois com mesmo sucesso para São Paulo, e várias cidades do interior dos dois estados até 2008. Tendo sido contemplado pelo Programa BR de Cultura 2009/2010, a montagem sai agora em turnê pelas cidades de Brasília, Fortaleza, São Luis, Belém e Manaus, com patrocínio da Petrobras. O texto, considerado a obra prima de Vianninha, só havia tido uma montagem profissional na história do teatro brasileiro, há cerca de 30 anos, com Raul Cortez e Ary Fontoura. Mais conhecido por sua concepção do seriado “A Grande Família” da Rede Globo, em sua primeira edição nos anos 70, Vianninha é considerado pelos críticos como um dos grandes dramaturgos brasileiros do século XX. Esta montagem tem como protagonista o premiado ator paulista Zécarlos Machado, que recebeu em 1995 o prêmio de teatro APCA (SP) pela atuação em “Corpo a Corpo”, também de Vianninha, além de ter participado de novelas e séries na Globo (“Páginas da Vida”, “Casa das Sete Mulheres” e “Malhação”) e recentemente ter protagonizado a novela do SBT “Procura-se um véu de noiva”. O elenco conta com mais sete atores do cenário teatral carioca, incluindo a premiada Kelzy Ecard, e também Xando Graça, Alexandre Dacosta, Alexandre Mofati, Pedro Rocha, Tiago D'Ávila, Miriam Roia, e Expedito Barreira. A montagem teve 4 (quatro) indicações a prêmios: melhor direção para Dudu Sandroni no PRÊMIO SHELL/2007, e PRÊMIO CONTIGO/2007-08; indicação de melhor ator para Zécarlos Machado para o PRÊMIO APTR/2007; além de ter recebido o PRÊMIO APTR/2007 de melhor atriz em papel coadjuvante para Kelzy Ecard. A PEÇA Tendo como personagem central Manguary Pistolão, homem de meia idade, funcionário público por profissão e comunista militante por ideologia, Rasga Coração faz uma retrospectiva da vida política e dos rumos do Brasil desde a revolução de 30, do nascimento do movimento comunista brasileiro e do integralismo, até o início da década de 70. Por meio do conflito central da relação pai e filho – tema universal e atemporal – a história mostra Manguary em confronto com as idéias e caminhos de seu filho, ao mesmo tempo em que mergulha das lembranças de sua própria juventude e dos conflitos com seu pai, nos remetendo aos anos 30 e 40, com músicas e referências à Era Vargas. Utilizando planos da memória, traça um paralelo de três gerações - avô, pai e filho – mostrando sempre situações de luta do indivíduo para impor-se diante do autoritarismo, até um final emocionante. SINOPSE “Manguary Pistolão vê repetir-se com o filho Luca o mesmo conflito de gerações que enfrentou com seu próprio pai, e ambos expulsam de casa seus filhos, quando estes optam por determinar seus próprios caminhos. A mesma intransigência e a mesma repetição de fatos Vianninha comprova na vida histórica do país. Custódio Manhães, o 666, expulsa de casa o filho Manguary Pistolão, que não quer ser funcionário público e é membro atuante do Partido Comunista. Anos depois este repete a mesma cena com o filho Luca, que não quer prosseguir nos estudos de medicina e decide aderir à contestação do movimento hippie. Manguary passa a tocha de luta para o filho, porque a revolução está sempre com a geração que começa vendo a experiência passada e querendo reformular o mundo para a sua própria vida”. (Carmelinda Guimarães, “Um Ato de Resistência – O Teatro de Oduvaldo Vianna Filho”). A MONTAGEM “O drama humano do homem e seus sonhos perdidos é o centro da trama e é o que é explorado na nossa montagem”, afirma Dudu Sandroni, optando hoje por um elenco de nove atores, sem o grande coro utilizado há 28 anos. O cenário de Lidia Kosovski é o apartamento de Manguary Pistolão, ambientação única com seus antigos móveis e objetos, onde se passam as ações do presente e da memória. Por opção do diretor, as transições entre passado e presente se dão basicamente através do trabalho dos atores e da luz de Djalma Amaral. Os figurinos de Ney Madeira acompanham as épocas retratadas - dos anos 30 aos anos 70. FICHA TÉCNICA Texto: ODUVALDO VIANNA FILHO Direção: DUDU SANDRONI Elenco: ZÉCARLOS MACHADO como Manguary Pistolão (ator convidado) KELZY ECARD como Nena ALEXANDRE DACOSTA como Custódio Manhães (666) ALEXANDRE MOFATI como Camargo Velho XANDO GRAÇA como Lorde Bundinha PEDRO ROCHA como Luca TIAGO D´AVILA como Camargo Moço MIRIAM ROIA como Milena Participação especial: EXPEDITO BARREIRA como Castro Cott Cenário: LIDIA KOSOVSKI Figurino: NEY MADEIRA Iluminação: DJALMA AMARAL Programação Visual: LUIZ HENRIQUE SÁ Trilha sonora: ODUVALDO VIANNA FILHO Produção Executiva - turnê: ROBERTO JERÔNIMO E JÚNIOR GODIM. Coordenação de Produção: DUDU SANDRONI Direção de Produção: ALEXANDRE MOFATI Realização: OFÍCIO PRODUÇÕES LTDA. SERVIÇO RASGA CORAÇÃO - De 11 a 13 de dezembro às 20 horas no SESC SENAC Iracema (Rua Boris, 90-C – Praia de Iracema). DURAÇÃO: 02h20min (com intervalo). Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para estudantes, idosos, professores, portadores do cartão BR e classe artística). Informações: 3252-2215. Texto de Oduvaldo Vianna Filho (Vianninha), direção de Dudu Sandroni. Com Zécarlos Machado, Kelzy Ecard, Xando Graça, Alexandre Dacosta, Alexandre Mofati, Pedro Rocha, Tiago D'Ávila, Miriam Roia e Expedito Barreira. SOBRE VIANINHA Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) viveu apenas 38 anos, tempo suficiente para ser reconhecido como um dos maiores nomes da história da dramaturgia brasileira. Autor, ator, pensador do teatro e da cultura, Vianinha procurava criar um teatro que refletisse os problemas das classes populares brasileiras, procurando formas de expressão que estimulassem atitudes críticas diante desses problemas. Vianinha estreou no teatro em 1955, atuando como ator na peça Rua da Igreja, de Lennox Robinson. Desde então participou dos mais importantes grupos de teatro da época, como o Teatro Paulista do Estudante (1954-1955), o Teatro de Arena (1955-1960) e o Centro Popular de Cultura da UNE (1960-1963), sendo um dos criadores deste último. Destacam-se em sua obra dramatúrgica as peças Chapetuba Futebol Clube (1959), A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar (1960), Auto dos 99% ou Como a Universidade Capricha no Subdesenvolvimento (1962), Os Azeredos mais os Benevides (1963), Papa Highirte (1968) e Rasga Coração, sua última peça, concluída no leito de morte, em 1974. RASGA CORAÇÃO No dia 16 de julho de 1974, morria de câncer aos 38 anos de idade no Hospital São Silvestre, no Rio, o ator e dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, deixando de herança 23 textos teatrais. De cama, ele ditou para sua mãe - pois já não conseguia mais escrever - o segundo ato de Rasga Coração. Escrita entre os anos de 1972 e 1974, Rasga Coração venceu o Concurso de Dramaturgia do Serviço Nacional de Teatro em 1974, sendo censurada logo em seguida. Apesar do imediato reconhecimento da crítica, a peça, como muitas outras de Vianinha, teve que aguardar um longo período para poder ser encenada. A estréia nacional ocorreu em 1979, no Teatro Guaíra, em Curitiba, com um elenco que contava com nomes como Raul Cortez, Ary Fontoura e Lucélia Santos, dirigidos por José Renato. Repleta de músicas e de gírias das épocas de 30 e 60, fruto de uma meticulosa pesquisa lingüística e historiográfica, Rasga Coração é apontada como a obra prima de Vianinha, podendo ser considerada a síntese de todo o seu trabalho dramatúrgico. No prefácio da obra, o autor apresenta os objetivos da peça: “Rasga Coração é uma homenagem ao lutador anônimo político, aos campeões das lutas populares; preito de gratidão à Velha Guarda, à geração que me antecedeu, que foi a que politizou em profundidade a consciência do País. (...) Em segundo lugar, quis fazer uma peça que estudasse as diferenças que existem entre o novo e o revolucionário. O revolucionário nem sempre é novo e o novo nem sempre é revolucionário.” Vianinha não teve tempo de ver sua obra- prima encenada nem seus objetivos atingidos, pois morreu poucos dias após a conclusão da peça. INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA DÉGAGÉ Jornalistas Responsáveis: Sônia Lage e Eugênia Nogueira 85-3252.5401 / 9989.5876 / 9989.3913 degage@degage.com.br / www.degage.com.br

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